Os Poetas e as Poesias
Poetas e Poesias pretende ser um tributo a estes espíritos iluminados que receberam a graça de ver a vida pelo seu lado lirico, cantar suas belezas e nos encantar
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O TEMPO PASSA
Meu irmão suporta o fardo.
Da prova que te atordoa
Recordando que no mundo
O tempo logo se escoa
Não te detenhas à margem
Do caminho à tua frente
Ouvindo quem te crítica
De maneira inconseqüente
Faze-te surdo à palavra
De quem te apedreja a esmo
Buscando mostrar contigo
O mal que traz em ti mesmo.
Age no bem quanto possas
Servindo quanto se deve,
Pois, ao correr do relógio,
O minuto passa breve.
Amanhã findando a luta,
Quando chagar tua hora,
Colherás depois da morte
O que plantastes agora.
Eurícledes Formiga – Psicografada por Carlos A. Baccelli.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Alma Querida
Alma da caridade, viva e pura,
·Que abres a mão fraterna de mansinho.
Jesus recolhe a gota de carinho,
Que derramas na chaga da amargura.
Que derramas na chaga da amargura.
Essa doce migalha de ternura
Para quem luta e chora no caminho,
Para quem luta e chora no caminho,
É como a rosa perfumando o espinho
Ou como a estrela para a noite escura
Como crês? Ninguém sabe...
O mundo apenas
Sabe que és luz nas aflições terrenas,Pela consolação que te abençoa.
Seja qual for o templo que te exprime,
Deus te proteja o coração sublime
Alma querida e bela, humilde e boa.
( Auta de Souza ) Pisicografia Chco Xavier
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
DUAS ROSAS
São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.
Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.
Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!
Castro Alves
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